Primeiro LIRA do ano aponta índice de 2% em Cianorte

  • 19/01/2019
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Primeiro LIRA do ano aponta índice de 2% em Cianorte

Percentual significa que o risco de infestação do mosquito Aedes Aegypti é médio

A Secretaria Municipal de Saúde de Cianorte divulgou, nesta quinta-feira (17), o resultado do 1º Levantamento de Índice Rápido Aedes Aegypti (LIRAa) do ano, realizado entre os dias 14 e 16 de janeiro. De acordo com a pesquisa, realizada pelos agentes de endemias, o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febres chikungunya e amarela é de 2%. O percentual está acima do que a Organização Mundial de Saúde preconiza, de até 1%, e coloca o município em estado de alerta para o risco de epidemia das doenças.

Os dados do LIRAa estão baseados na visita a 1.582 imóveis, de 32 regiões da cidade. Neles, foram encontrados 32 focos do Aedes Aegypti, apontando o risco médio de infestação. Algumas regiões específicas, conforme classificação do Ministério da Saúde, podem ser consideradas em situação de surto, como a Zona 06, nas proximidades da Capela São Judas Tadeu (6,8%); o Parque Industrial, na Zona 07 (5,3%); o Conjunto Habitacional João de Barro (5%); e nas redondezas da Capela São Sebastião (4%).

“Este resultado nos preocupa muito, pois os números se expandem rapidamente. Sendo assim, nós já estamos em estado de alerta para epidemia de dengue. Apesar de não termos nenhum caso das doenças confirmado, não estamos imunes a ela. A população precisa ficar atenta e nos ajudar nesta luta, eliminando em seus quintais os materiais que possam acumular água”, comentou a supervisora do Programa de Combate à Dengue da Prefeitura, Vera Lucia Fusisawa.

Ainda de acordo com o levantamento, quase metade dos focos (43,2%) foram encontrados no lixo – garrafa PET, lata de tinta, vaso sanitário, panela, lona, copo, entre outros objetos. Os demais foram identificados em pequenos depósitos móveis (24,3%); em depósitos de armazenamento de água baixo, como caixa d´água, tambor e balde (24,3%); em depósitos fixos, como ralo de tanque e caixa de gordura (5,4%); e depósitos naturais, como bromélias (2,7%).

Segundo Vera, estes são locais de reprodução do mosquito que a própria população pode eliminar. “Tem muita gente que espera a visita dos agentes para que eles destruam os materiais. É preciso que as pessoas criem o hábito de fiscalizar seus próprios imóveis e destinar corretamente o lixo gerado neles. Do contrário, as ações da Prefeitura não resolverão o problema”, afirmou. (Fonte: Noti-cia)

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